Duas décadas de transformação: Escola de Artes Instituto Unimed-BH celebra trajetória com espetáculo no Palácio das Artes

Destaque

Iniciativa, que atua no Morro das Pedras, consolida modelo de formação artística e cidadã com a apresentação "Tudo que Move é Sagrado

A Escola de Artes Instituto Unimed-BH alcança, em 2026, a marca de 20 anos de atuação, reafirmando o papel da cultura como vetor de desenvolvimento social e convivência comunitária. Com sede na região Oeste de Belo Horizonte, especificamente na comunidade do Morro das Pedras, o projeto utiliza o ensino de linguagens artísticas para fomentar a formação de novos talentos e ampliar o repertório cultural de crianças e jovens.

O impacto da iniciativa é mensurável pelo alcance de suas atividades. Apenas em 2025, o projeto atendeu 170 estudantes provenientes de 31 escolas diferentes, oferecendo aulas de percussão, ballet, jazz e danças urbanas. O ecossistema da escola, que conta com a parceria do Camaleão Grupo de Dança, do Grupo Cultural Arautos do Gueto e da Escola Municipal Hugo Werneck, gerou 23 postos de trabalho e renda diretos. Somando alunos, familiares e equipe, o fluxo de atividades — que inclui ensaios, aulas abertas e apresentações — envolveu cerca de 2,7 mil pessoas no último ano.

Para celebrar o vigésimo aniversário, a instituição preparou o espetáculo “Tudo que Move é Sagrado”, marcado para o dia 27 de setembro de 2026, às 18h, no Grande Teatro Palácio das Artes. A montagem reunirá mais de 400 artistas, integrando alunos da Escola de Artes, membros do Grupo Somos e participantes do programa Somos Comunidade. A entrada é gratuita, com retirada de ingressos disponível via Sympla.

**Continuidade e formação profissional**

A trajetória da Escola de Artes é marcada pela capacidade de reter seus alunos ao longo do tempo, permitindo que o aprendizado inicial se converta em oportunidades profissionais. Um exemplo é a trajetória de Kamilla Martins Ferreira, de 19 anos. Integrante da escola desde os seis anos de idade, Kamilla percorreu diversas etapas de formação, recebeu bolsa para o Núcleo Artístico Savassi e, em 2021, iniciou sua atuação como monitora. Atualmente, ela atua como professora assistente e bailarina do Grupo Somos. Para a jovem, a disciplina e a responsabilidade adquiridas no projeto transcendem o palco, tornando-se ferramentas para a vida.

Essa perspectiva de continuidade é compartilhada por Maria Inês Amaral, diretora artística da Escola de Artes. Segundo ela, o maior legado das duas décadas de existência é a descoberta da potência individual dos alunos. “A dança é uma ferramenta muito poderosa de construção de autoestima e confiança, mas, sobretudo, de autoconhecimento”, afirma.

**O papel do Programa Somos Comunidade**

A Escola de Artes atua em sinergia com o programa Somos Comunidade, realizado pela Coreto Cultural e patrocinado pelo Instituto Unimed-BH. Com 12 anos de existência, o programa foca em mapeamento, sensibilização e circulação cultural. Em 2024, foi criado o Grupo Somos, um núcleo permanente de formação em dança e percussão voltado para jovens que buscam aprofundar sua experiência artística.

O Grupo Somos tem se destacado na cena cultural da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em 2025, circulou por sete festivais em cidades como Contagem, Betim e Nova Lima, além de participar das montagens “Herói” e “Recriar”, do Grupo Camaleão, alcançando um público de aproximadamente 6 mil pessoas.

**Compromisso institucional**

O Instituto Unimed-BH, que completou 23 anos em 2026, sustenta essas iniciativas como parte de suas cinco linhas de atuação: Comunidade, Voluntariado, Meio Ambiente, Adoção de Espaços Públicos e Cultura. A presidente do Conselho do Instituto, Mercês Fróes, destaca que o apoio a esses projetos reflete os valores da cooperativa, que conta com o suporte de mais de 5,9 mil médicos cooperados e colaboradores.

Ao longo de sua história, o programa Somos Comunidade já impactou cerca de 65 mil pessoas e envolve, anualmente, uma média de 1.000 agentes culturais. A iniciativa já contou com a participação de nomes expressivos da música brasileira, como Lô Borges, Toquinho, Elza Soares, Carlinhos Brown e Fernanda Takai, além de ter produzido o documentário “Não Há Sol a Sós” (2021), realizado por moradores do Morro das Pedras.

Mais informações sobre as atividades e o cronograma do projeto podem ser obtidas pelo perfil @somoscomunidade ou pelo site oficial www.somoscomunidade.com.br.


Fonte: agendabh.com.br / Agenda BH

Bom Jornal I.A

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