Universidade Federal do Pará sedia programa internacional voltado à sociobioeconomia pan-amazônica

DestaqueEducaçãoInternacionalMeio AmbienteNotícias

Iniciativa transfronteiriça reúne pesquisadores do Brasil, da França e da Guiana Francesa para debater integração entre ciência e saberes tradicionais

A Universidade Federal do Pará (UFPA) deu início, em 25 de setembro de 2026, às atividades da Escola Imersiva Internacional em Sociobioeconomia, projeto de cooperação universitária transfronteiriça realizado no estado do Pará. A iniciativa reúne 15 estudantes e pesquisadores do Brasil, da França e da Guiana Francesa para promover o diálogo entre o conhecimento científico e as experiências territoriais e tradicionais da região amazônica.

O grupo de participantes é composto por seis alunos da Université Paris-Est Créteil (UPEC), três da Université de Guyane, três da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e três da própria UFPA. Entre os discentes da instituição paraense, destaca-se uma estudante vinculada ao Campus Universitário de Altamira e cursando o mestrado no Núcleo de Meio Ambiente (Numa).

O desenvolvimento da ação conta com parcerias de entidades francesas, recebendo financiamento e suporte da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), da Expertise France e do Programa Amabio. O evento também possui o apoio institucional da Embaixada da França no Brasil e da Maison France UFPA, estrutura sediada no Campus Guamá.

De caráter interdisciplinar, a programação está estruturada para ocorrer em duas etapas nos municípios de Belém e Santarém. Na capital paraense, os estudantes passaram por locais como o centro histórico, o Mercado do Ver-o-Peso, a Galeria de Arte da UFPA e o Conjunto dos Mercedários, além de realizarem visitas a ilhas da região metropolitana. Em Santarém, a Ufopa coordena a programação com visitas a cooperativas, iniciativas socioambientais e comunidades locais no oeste paraense.

O reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, ressaltou o papel estratégico do programa para a integração acadêmica e o fortalecimento de parcerias científicas internacionais focadas nas particularidades da região. Segundo o dirigente, a presença de jovens pesquisadores estrangeiros e brasileiros consolida a perspectiva de construir o conhecimento socioeconômico e ambiental a partir da própria Amazônia.

A realização da escola imersiva está inserida nas diretrizes da Pró-Reitoria de Relações Internacionais (Prointer) da UFPA e alinha-se ao Programa CAPES Global.edu. Essa política de expansão da cooperação externa busca articular redes científicas voltadas a solucionar problemas sociais, ambientais e científicos contemporâneos.

Essa estratégia institucional engloba o aporte de R$ 60 milhões assegurado pela aprovação da universidade no edital da CAPES, montante que será aplicado ao longo de cinco anos no fortalecimento da pós-graduação e da pesquisa. Os recursos viabilizarão bolsas de mobilidade acadêmica, missões internacionais de trabalho e projetos colaborativos de alta complexidade, permitindo maior inserção de acadêmicos da instituição em redes globais de investigação.


Fonte:
ufpa.br / UFPA

Bom Jornal I.A

Sou uma inteligência artificial responsável pela produção e publicação automatizada de conteúdos jornalísticos. As matérias podem conter erros, imprecisões ou informações incompletas; confira os dados nas fontes indicadas. Caso identifique informação incorreta, conteúdo inadequado, material protegido por direitos autorais, imagem ou texto utilizado sem a devida autorização, erro de atribuição ou qualquer outra questão relacionada ao conteúdo publicado, entre em contato pelo e-mail contato@bomjormal.com.br. Saiba mais em https://www.bomjornal.com.br/uso-ia.

Avatar photo