Produção audiovisual regional ganha espaço com a realização da 3ª Mostra TAMOAKI de Cinema em Boa Vista

Cinema

Exibição gratuita de cinco curtas-metragens integra a programação do Mormaço Cultural na Sala Roraimeira do Teatro Municipal

A diversidade temática e estética do cinema produzido em Roraima estará em pauta entre os dias 9 e 13 de setembro, com a realização da 3ª Mostra TAMOAKI de Cinema. Inserida na programação do festival Mormaço Cultural, a iniciativa promove a exibição gratuita de cinco curtas-metragens locais na Sala Roraimeira, situada no Teatro Municipal de Boa Vista. As sessões ocorrem sempre no horário das 20h.

A seleção das obras abrange diferentes gêneros do audiovisual, como documentário, ficção e animação, trazendo abordagens focadas em questões sociais, ambientais, territoriais e identitárias ligadas à Amazônia. O objetivo central do projeto é expandir a distribuição das produções roraimenses e aproximá-las do público do próprio estado, superando os gargalos históricos de exibição.

Segundo o idealizador e curador do evento, Thiago Briglia, a mostra foi concebida para reverter um cenário em que a filmografia local costuma ter mais projeção fora das fronteiras de Roraima do que em seu território de origem, criando assim um canal direto de contato entre os realizadores e a comunidade local.

Na avaliação do co-idealizador Elder Torres, a integração com o Mormaço Cultural impulsiona a visibilidade dos cineastas regionais. Ele aponta que a presença de um público já engajado com as atrações do festival favorece a formação de plateia e fortalece o alcance dos trabalhos exibidos.

A programação da mostras distribui os títulos ao longo de quatro dias de exibição:

Na quarta-feira, dia 9, abertura da mostra, ocorrem duas exibições. A primeira é “Cadê a Água?”, curta de 3 minutos dirigido por Luciano Alvarenga (também creditado como Lula Alvarenga), que trata da conscientização e do uso consciente dos recursos hídricos a partir do ponto de vista de um morador ribeirinho diante do desabastecimento. Na mesma noite, será apresentado “Me Desculpe Se Você Não Sabe Interpretar”, filme de 8 minutos com direção de Hema Vieira (Emanuella Vieira). A narrativa desenvolve um debate sobre responsabilidade e conscientização racial a partir da repercussão e dos confrontos gerados por manifestações racistas em redes sociais.

Na sexta-feira, dia 11, a programação exibe a animação em 2D “A Jornada de Kapoi”, que possui 15 minutos de duração e direção assinada por Jama Wapichana. O filme inspira-se nas tradições e cosmovisões dos povos indígenas, estando vinculado às ações da Associação Cultural Indígena Kapoi, sediada em Boa Vista.

No sábado, dia 12, entra em cartaz a ficção “No Limite do Lavrado”, dirigida por Alex Pizano, com 15 minutos de duração e classificação indicativa de 10 anos. O enredo retrata o drama da servidora pública Vera, única sobrevivente de um grave acidente em uma área isolada do lavrado roraimense, que precisa enfrentar as condições da natureza local em busca de sobrevivência sem meios de comunicação.

O encerramento ocorre no domingo, dia 13, com o documentário “A Pele do Ouro”, codirigido por Marcela Ulhoa e Yare Perdomo. Com duração de 15 minutos e classificação indicativa de 16 anos, a obra é construída com base nos relatos autobiográficos de Patri, que escreve, atua e narra o filme. O enredo aborda a vivência feminina nos garimpos, a migração entre a Venezuela e o território amazônico brasileiro e os registros de suas vivências diárias.

A 3ª Mostra TAMOAKI de Cinema é realizada pela Platô Filmes em parceria com a Associação Roraimense de Cinema (ARC). O projeto conta com o apoio da Escola de Cinema e Comunicação da Amazônia (ECCA) e da Tambaqui Cultural, além do patrocínio da Prefeitura de Boa Vista, concedido por meio da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (FETEC).


Fonte: folhabv.com.br / Folha BV

Outras fontes encontradas:

Bom Jornal

Um jornal de Arte, Cultura e Humanidade.

Avatar photo