Pesquisa entomológica descreve novo gênero de percevejo com referências a Taylor Swift
Publicação científica detalha espécies inéditas cujos nomes e características morfológicas prestam homenagem à cantora e à sua discografia

Um levantamento científico recente resultou na descrição de 12 novas espécies de insetos e na formalização do gênero taxonômico *Swiftiephylus*, batizado em referência à cantora Taylor Swift. Divulgado no periódico acadêmico *Insect Systematics and Evolution*, o estudo contemplou a associação visual entre as características dos espécimes e a estética associada à artista para a escolha das denominações.
A estrutura do nome do novo gênero funde o termo “Swiftie”, modo como são identificados os fãs da cantora, ao sufixo “Phylus”, tradicionalmente empregado para categorizar grupos de insetos. No âmbito do agrupamento descrito, quatro espécies receberam designações que remetem explicitamente a obras musicais da artista: *Swiftiephylus taylorae*, alusiva a “Taylor”; *Swiftiephylus amator*, baseada em “lover”; *Swiftiephylus intrepidus*, referente a “fearless”; e *Swiftiephylus poetorum*, associada a “poets”.
A fundamentação visual da homenagem foi explicada por Sarah Schroeder, doutoranda em entomologia na UC Riverside e uma das responsáveis pelo artigo. Em entrevista concedida à revista Variety, a pesquisadora relatou que os animais exibem tonalidade amarelo-clara acompanhada por finos traços em vermelho ao longo do corpo. De acordo com a cientista, essa padronização cromática, embora sirva como camuflagem natural entre galhos e folhagens, remete diretamente à imagem pública da cantora, marcada pelo cabelo loiro e pelos lábios avermelhados.
Os exemplares classificados pertencem à família Miridae, a mais vasta entre os percevejos verdadeiros, com uma distribuição global que supera 11 mil espécies já catalogadas.
Apesar da oficialização como novas descobertas, os indivíduos do gênero *Swiftiephylus* não foram coletados recentemente. Os espécimes faziam parte de um inventário de mais de 50 mil amostras biológicas obtidas entre 1995 e 2004 por meio de um projeto do Museu Americano de História Natural. O expressivo contingente de materiais coletados na época demandou anos de processos analíticos e laboratoriais até que as etapas de estudo morfológico, separação e descrição formal fossem totalmente concluídas.
Fonte: cnnbrasil.com.br / CNN Brasil
