Imagem da Nebulosa do Tubarão a 650 anos-luz conquista prêmio máximo de astrofotografia em Londres

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Décima oitava edição do Astronomy Photographer of the Year reúne quase quatro mil inscrições globais e exibe vencedores no National Maritime Museum.

Uma impressionante fotografia que revela a silhueta de um grande predador marinho desenhada no cosmos foi coroada como a melhor imagem de astronomia de 2026. O registro, intitulado “The Quiet Predator”, é de autoria do fotógrafo kuwaitiano Ali Alobaidly e retrata a Nebulosa do Tubarão, identificada tecnicamente como LDN 1235. Situada a aproximadamente 650 anos-luz da Terra na constelação de Cefeu, a estrutura celestial é uma nebulosa escura composta por densa poeira interestelar capaz de bloquear parcialmente a luminosidade das estrelas situadas em seu plano de fundo.

A conquista marcou um feito inédito na história da competição, sendo a primeira vez que um representante do Kuwait arrebata o prêmio principal da disputa. Além de liderar o ranking geral do Astronomy Photographer of the Year em sua 18ª edição, Ali Alobaidly garantiu o primeiro lugar na categoria dedicada a estrelas e nebulosas. O prêmio principal concedido ao astrofotógrafo é de £ 10 mil, enquanto os vencedores das demais divisões recebem £ 1,5 mil, além de bonificações para segundos colocados e menções honrosas.

A edição deste ano mobilizou 769 fotógrafos amadores e profissionais de 66 países, responsáveis pelo envio de quase 4 mil imagens. Desde o dia 18 de setembro, o público londrino pode conferir a seleção completa de trabalhos premiados em uma exposição oficial montada no National Maritime Museum, na capital britânica.

O mapeamento dos vencedores contemplou diferentes recortes do universo. Na categoria de auroras, o búlgaro Radoslav Sviretsov levou o troféu com a obra “The Crown”, capturada durante um episódio de intensa atividade geomagnética na Islândia. A imagem exibe uma igreja isolada sob o fenômeno luminoso que moldou uma coroa de tonalidade esverdeada no firmamento.

Para a divisão de planetas, cometas e asteroides, o britânico Tom Williams sobressaiu-se com “Saturnian Equinox”, que retrata Saturno em um momento em que seus anéis se alinham quase de perfil em relação à perspectiva terrestre. Tom Williams também garantiu a segunda posição na mesma editoria ao registrar o sistema de Uranus.

A Lua ganhou destaque através do olhar do tcheco Petr Horalek em “Venusian Pearl on the Moon”, ao capturar o planeta Venus rente à borda iluminada do satélite natural durante o fenômeno da ocultação lunar. Já a dinâmica solar foi esmiuçada pelo português Miguel Claro na imagem “Active Region 4122”, realizada em território português com equipamentos de alta resolução para evidenciar detalhes de uma área de forte atividade na superfície estelar.

Nas profundezas galácticas, os chineses Zhipeng Yan e Xinran Li conquistaram o topo da categoria de galáxias com o registro “NGC 4753: A Symphony of Dust Lanes in Virgo”, evidenciando as intrincadas faixas de poeira que atravessam a estrutura da NGC 4753. Na vertente que une a humanidade ao firmamento, o neozelandês Max Inwood venceu a categoria Pessoas e Espaço com “A Message from the Ancients”, justapondo a Via Láctea a antigos petróglifos.

Entre os jovens talentos, o grego Nikoláos Strimpoulīs faturou o prêmio de Jovem Fotógrafo de Astronomia do Ano por meio de “Mineral Moon”, detalhando os mares basálticos e as terras altas lunares. Na classe de estreantes, o chinês Haocheng Zhu destacou-se com “M1: Echoes of an Ancient Explosion”, focando na Nebulosa do Caranguejo, remanescente de supernova datada de 1054. O polonês Paweł Paweł venceu a categoria experimental Annie Maunder com “Reverse Astronomy: Mother”, criada a partir da exposição de filme fotográfico à radiação solar. Por fim, o italiano Stefano Pellegrini liderou as paisagens celestes com “Botswana Star Trail”, combinando árvores baobás e o movimento aparente dos astros no Botswana.


Fonte: ncnews.com.br / NC News

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