Festival de arte urbana destaca identidade e presença indígena em novos murais
Artistas Filipe Cipó e Leen Vandal integram a quarta edição do projeto #ESTAMXSVIVXS com obras em grandes formatos.

Fonte: abcagora.com.br / ABC Agora
A arte urbana ganha novas perspectivas com a inclusão de trabalhos assinados pelos artistas indígenas Filipe Cipó e Leen Vandal. As produções integram a programação da quarta edição do festival #ESTAMXSVIVXS, iniciativa voltada ao graffiti e ao muralismo em grandes formatos que busca resgatar culturas e histórias negras e indígenas, além de edificar novas memórias nos territórios.
Por meio das intervenções, os criadores utilizam referências originárias para estabelecer um diálogo direto com o ambiente urbano e com as técnicas do graffiti. O objetivo central é afastar a representação dos povos indígenas de uma perspectiva restrita ao passado ou ao ambiente da floresta. Nas paredes dos centros urbanos, a produção artística indígena consolida-se como parte integrante da arte contemporânea nacional, conectada às ruas, às periferias e às diversas vivências que compõem a identidade do país.
A seleção dos nomes faz parte da curadoria do evento, que reuniu oito profissionais em sua quarta realização. Conforme a artista e idealizadora do projeto, Soberana Ziza, a linguagem do graffiti brota das ruas e das vivências cotidianas. Ela destaca que a iniciativa demonstra a presença ativa dos povos originários na produção artística contemporânea, com foco na construção de futuros e na ampliação de imaginários sociais nos territórios.
Na Zona Leste de São Paulo, especificamente na Vila Taquari, a artista visual, ilustrativa, grafiteira e tatuadora Leen Vandal apresenta a obra intitulada O futuro é ancestral. O mural explora a identidade das periferias brasileiras e incorpora elementos da moda e da inovação típicos do cenário urbano.
Originária do Vale do Paraíba, Leen Vandal atua artisticamente desde 2008 por meio de múltiplas linguagens visuais, como pintura, ilustração manual e digital, graffiti e tatuagem. Paralelamente à carreira artística, atua como produtora cultural no Quilombo Abayomi e exerce a função de arte-educadora na Fundação Casa e em instituições da rede pública de ensino.
Fonte: abcagora.com.br / ABC Agora
