Alunos do Colégio Militar de Brasília vivenciam rotina de pesquisa na Embrapa Cerrados

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Atividades de campo, visitas a laboratórios e conversas com pesquisadores integraram a programação dedicada a jovens com trabalhos em feira científica.

Uma imersão prática no universo da ciência agrícola e ambiental marcou a rotina de aproximadamente 60 alunos do Colégio Militar de Brasília (CMB) nesta quarta-feira (9). O grupo, composto por estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental que apresentaram trabalhos na Feira de Ciências da instituição — alguns focados na agropecuária —, participou de uma visita técnica às instalações da Embrapa Cerrados.

A programação em campo permitiu que os estudantes conhecessem diferentes vertentes da atuação do centro de pesquisa. Na Vitrine Tecnológica, guiados pelo analista José Maria Camargos, do setor de Transferência de Tecnologia, os alunos observaram experimentos e cultivos de espécies como trigo, mandioca, açaí, oliveira, baru e plantas forrageiras. O percurso também contemplou a Trilha do Cerradão, a sala analítica, a coleção entomológica e laboratórios voltados aos estudos de química de solos, química de plantas e microbiologia dos solos.

O acolhimento ao grupo ocorreu no auditório da unidade, onde a chefe de Transferência de Tecnologia, Cristiane Vasconcelos, apresentou um panorama das ações institucionais da Embrapa. Em seguida, os pesquisadores Fabiana Aquino, Araci Alonso e José Felipe Ribeiro, acompanhados pelo técnico Willian Rogers, conduziram um debate sobre a prática científica e o desenvolvimento profissional na área.

Integrante do núcleo de Recursos Naturais, Fabiana Aquino ressaltou aos jovens que a curiosidade e a capacidade de aprender com erros são preceitos essenciais para a formação acadêmica. “Para ser cientista, a gente precisa ter algumas características. Uma delas é a curiosidade. Qualquer um de vocês pode se tornar um cientista, desde que esteja disposto a investigar, experimentar e aprender com os erros”, pontuou a pesquisadora, relacionando seu interesse pelo estudo das plantas à busca pela compreensão da biodiversidade.

O papel da observação sistemática e o valor das sabedorias ancestrais também estiveram em pauta. A pesquisadora Araci Alonso, voltada a projetos de popularização da ciência, ponderou sobre a contribuição histórica dos conhecimentos tradicionais e indígenas. “A gente tem que respeitar todas as formas de saber, todas as formas de conhecimento”, afirmou.

Complementando o painel, o pesquisador José Felipe Ribeiro utilizou exemplos da flora do Cerrado para demonstrar como o questionamento sobre fatores como sementes, frutos, vegetação e chuvas possibilita a elaboração de soluções destinadas à preservação ambiental e à produção alimentar, frisando ainda a importância do trabalho em equipe. Por sua vez, o curador da coleção entomológica, Willian Rogers, relatou como o interesse por insetos surgido na infância direcionou sua trajetória técnica no campo científico.

A experiência prática gerou reações entre os alunos participantes. O estudante Mateus Matos, do 8º ano, destacou o aprendizado obtido na área de melhoramento genético de plantas, avaliando o tema como relevante e instrutivo. Já Guilherme Rabelo, aluno do 6º ano, demonstrou entusiasmo ao percorrer a coleção entomológica e a Trilha do Cerradão, declarando a intenção de atuar profissionalmente na instituição no futuro.

Informações complementares sobre as linhas de atuação da instituição podem ser consultadas por meio do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), no endereço eletrônico www.embrapa.br/fale-conosco/sac/.


Fonte: embrapa.br / Portal Embrapa

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