Projeto Bolinhas de Papel leva apresentações híbridas de música e artes visuais a escolas da rede municipal em Curitiba

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Iniciativa que une canções infantis, pinturas ao vivo, circo e dança segue em cartaz até novembro com apresentações voltadas aos estudantes da capital paranaense

As instituições de ensino da rede pública em Curitiba continuam recebendo, ao longo do segundo semestre de 2026, a programação do projeto Bolinhas de Papel. A iniciativa cultural, concebida para o público infantil, propõe uma fusão entre música, artes visuais, números circenses e dança, com agendas programadas para o período vespertino até o mês de novembro.

Criada em 2023 pelo produtor cultural, jornalista e pesquisador de artes Pedro Hey Branco — especializado em artes híbridas —, a proposta artística integra as composições de temática infantil do músico Fabiano Silveira, conhecido artisticamente como “O Tiziu”, com as pinturas executadas ao vivo em telas de papel pelo artista visual André Caliman.

Nesta temporada de 2026, o repertório e as performances ganharam novos elementos com a inclusão de artistas convidados. Entre as novidades está a participação da dançarina e artista circense Marina Prado, responsável por números que incluem a execução de acrobacias sobre garrafas e interações coreográficas com o parceiro lúdico “Cabeça-de-Balão”. A formação dos shows conta ainda com o percussionista Lucas Abreu, encarregado de conceber efeitos especiais e sonoridades voltadas ao universo infantil.

O ápice da intervenção artística acontece na metade das apresentações, momento que batiza a iniciativa. Com o auxílio dos convidados, André Caliman arremessa folhas amassadas em direção à plateia. O material lançado consiste em obras de arte originais, assinadas e confeccionadas pelo próprio desenhista, funcionando como um presente e um gesto de desapego direcionado aos espectadores.

A dinâmica de desconstruir o suporte artístico em formato de bolinha de papel dialoga com conceitos de vanguarda e faz referência à pesquisa estética inspirada em Bansky, assim como em trabalhos prévios desenvolvidos pelo grupo na hibridização entre música e artes plásticas. Os estudantes contemplados com os desenhos originais podem levá-los para casa como recordação, estendendo a experiência visual produzida no palco durante a execução das músicas de acordes maiores e letras acessíveis.

Viabilizado por meio de incentivo do Fundo Municipal da Cultura e da Fundação Cultural de Curitiba, o projeto possui direção e produção executiva de Pedro Hey Branco. Embora as exibições presenciais ocorram exclusivamente no interior das escolas locais e não sejam abertas ao público externo, a coordenação da iniciativa disponibiliza registros audiovisuais das apresentações por meio do canal oficial do projeto no YouTube. Os eventos contam com a presença de intérprete de Libras e classificação indicativa livre. Detalhes adicionais sobre a agenda podem ser consultados nas páginas oficiais da iniciativa nas redes sociais.


Fonte:
megustacuritiba.com.br / Me Gusta Curitiba
megustacuritiba.com.br / Me Gusta Curitiba

Bom Jornal I.A

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