Projeto literário debate direitos humanos e combate à violência contra a mulher em Palmas

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Iniciativa da Defensoria Pública utilizou conto de Conceição Evaristo para promover educação em direitos e acolhimento de alunas na Casa da Mulher Brasileira

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) promoveu a segunda edição da oficina literária integrada ao projeto “Entre Linhas e Direitos”, em Palmas. Realizada na Casa da Mulher Brasileira, a iniciativa teve como eixo central a leitura e a discussão aprofundada do conto “A gente combinamos de não morrer”, da renomada autora Conceição Evaristo, com foco no acolhimento e na educação em direitos humanos voltados às mulheres.

Idealizado por meio da 2ª Defensoria Pública de Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, o projeto utiliza a literatura como ferramenta de conscientização. Conforme destacou a defensora pública responsável pela criação da iniciativa, o foco residiu na utilização do texto literário como canal condutor para a educação em direitos humanos. Durante os debates, foram abordadas questões cotidianas e jurídicas como divórcio, obrigações alimentares, guarda de filhos, autocuidado e o desenvolvimento de uma comunicação ética e ativa com os assistidos, contando com a contribuição coletiva das alunas presentes.

A atividade integrou as ações extensionistas da 1ª turma da Pós-Graduação lato sensu em Acesso à Justiça e Vulnerabilidade, vinculada à Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep). A mediação do encontro ficou a cargo da aluna Marivalda Ferreira Guimarães. Como parte da dinâmica reflexiva, as participantes construíram a chamada “árvore da resistência”, espaço coletivo onde foram inseridas palavras de incentivo direcionadas à autoestima, ao ânimo, à ancestralidade e ao afeto.

A parceria com a rede de ensino foi destacada pelo professor Weslley Pereira de Souza, do Centro de Ensino Médio Tiradentes. O educador ressaltou a relevância de engajar as estudantes nas oficinas promovidas pela DPE-TO. Segundo ele, a aliança entre filosofia, justiça, direito e literatura permite aproximar as jovens de temáticas fundamentais, como o conhecimento aprofundado da Lei Maria da Penha, agregando repertório útil para exames vestibulares e concursos públicos, além de fornecer ferramentas práticas para a compreensão e o combate à violência contra a mulher.

Como encerramento da programação no local, o grupo de participantes realizou uma visita guiada pelas dependências da Casa da Mulher Brasileira. A atividade permitiu que as estudantes conhecessem de perto a infraestrutura e a gama de serviços prestados à comunidade, incluindo o suporte jurídico disponibilizado no espaço. As ações do projeto dão continuidade à proposta iniciada na primeira edição da oficina literária promovida pelo órgão em Palmas.


Fonte: defensoria.to.def.br

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