Nova moradora do Zoo Pomerode, jovem onça-pintada melânica reforça ações de conservação genética da espécie

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Com um ano de idade, felina vinda do Animalia Park apresenta variação que atinge cerca de 10% da população de grandes felinos

O Zoo Pomerode recebeu recentemente uma nova integrante que passa a colaborar com os esforços de preservação da fauna brasileira. Trata-se de Tuca, uma jovem onça-pintada melânica de aproximadamente 1 ano de idade, transferida do Animalia Park. Originária do Cerrado, a fêmea se junta a outro indivíduo jovem da mesma região que também chegou há pouco tempo ao parque catarinense, integrando as ações de conservação e manutenção da diversidade genética da espécie.

A coloração escura que caracteriza Tuca decorre de uma alteração genética natural conhecida como melanismo. Esse fenômeno biológico estimula o organismo a produzir uma quantidade elevada de eumelanina, o pigmento responsável pelos tons escuros. Nas onças-pintadas, essa característica hereditária possui caráter dominante, sendo transmitida de forma direta de pais para filhotes.

Apesar do tom predominantemente escuro de sua pelagem, a jovem fêmea mantém as características físicas típicas de sua espécie. As tradicionais rosetas — as manchas que desenham o corpo das onças-pintadas — continuam presentes na pele do animal. A diferença reside no fato de que as marcas escuras estão dispostas sobre um fundo também preto, o que pode dificultar a visualização imediata. Sob condições adequadas de luminosidade, contudo, os padrões geométricos da pelagem tornam-se visíveis.

Do ponto de vista evolutivo, o melanismo pode atuar como um facilitador para a sobrevivência na natureza. Em habitats de vegetação densa e menor incidência de luz, a pelagem escura atua como uma camuflagem eficiente. No entanto, os benefícios dessa condição variam conforme as especificidades geográficas de cada população. Estima-se que cerca de 10% das onças-pintadas apresentem essa variação melânica, o que torna indivíduos como Tuca fundamentais para representar a pluralidade genética da espécie.

A presença da jovem onça no Zoo Pomerode reforça o papel das instituições zoológicas na salvaguarda da biodiversidade. A conservação desses felinos pressupõe não apenas a proteção individual, mas a manutenção da variabilidade genética das populações, garantindo a viabilidade de gerações futuras. A iniciativa está alinhada às diretrizes do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Grandes Felinos, programa que orienta as ações de proteção a esses predadores de topo de cadeia no país.


Fonte: jornaldepomerode.com.br / Jornal de Pomerode

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