Projeto da Defensoria Pública mobiliza cento e vinte alunos em Bacurituba para debater igualdade racial e ancestralidade
Iniciativa institucional promoveu intercâmbio de saberes entre gerações e valorizou a memória de comunidades tradicionais maranhenses

A Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA) promoveu, na última sexta-feira (11), uma nova etapa do projeto Vozes Negras no município de Bacurituba. O encontro ocorreu nas dependências da Escola Estadual de Ensino Médio Deusdeth Cortez Vieira da Silva, mobilizando 120 alunos em torno de debates focados em igualdade racial, resgate da ancestralidade e garantia de direitos fundamentais.
Com uma programação de duas horas e meia de duração, a iniciativa propôs a integração de diferentes faixas etárias da comunidade local. O objetivo central consistiu em articular vivências de jovens, adultos e anciãos para evidenciar a continuidade histórica e a resistência das populações tradicionais da região, que possui cerca de cinco mil habitantes.
A defensora pública Camila Andrejanini pontuou a relevância da troca intergeracional durante a atividade. Segundo ela, ao reunir distintas idades para o compartilhamento de relatos de vida, demonstra-se a existência de uma trajetória comum pautada na identidade e na luta coletiva, consolidando o projeto como um ambiente voltado para o reconhecimento e a escuta ativa.
O evento também contou com a participação de autoridades locais, membros da instituição organizadora, representantes da área de assistência social e gestores da política municipal de promoção da igualdade racial. A proposta pedagógica e jurídica da ação fundamenta-se na difusão da educação em direitos a partir de referências negras locais, valorizando o patrimônio imaterial e as memórias comunitárias.
Para o lavrador José Eduardo Pacheco, que atua como assessor da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial de Bacurituba, o resgate histórico é indispensável para o fortalecimento da autoestima juvenil. Em seu depoimento, ressaltou que a transmissão de conhecimentos sobre os antepassados permite que as novas gerações compreendam a importância de suas raízes e sintam orgulho de sua ancestralidade.
Fonte: defensoria.ma.def.br / Defensoria Pública
