Museu Nacional de Belas Artes inaugura exibições e performances em sua agenda de setembro
Instituição abriga mostras sobre trajetórias femininas e novas aquisições do acervo, além de concertos e instalações artísticas

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), instituição vinculada ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), estructurou uma agenda cultural para o mês de setembro que engloba exibições inéditas, apresentações musicais, intervenções urbanas e produções artísticas ao vivo. Entre os destaques estão duas grandes mostras com visitação gratuita e classificação livre, que permanecem em cartaz até 19 de dezembro.
A primeira inauguração ocorre no dia 16 de setembro, às 11h, na Sala Bernardelli, com a abertura da exposição “Abolicionistas Brasileiras”. Desenvolvida em parceria com o Instituto Artistas Latinas, a mostra reúne criações de 40 artistas visuais voltadas às trajetórias de mulheres negras que marcaram diferentes períodos da história nacional. A curadoria é assinada por Ana Carla Soler, com co-curadoria de Francela Carrera e Carolina Rodrigues, promovendo um diálogo entre trabalhos contemporâneos e pinturas já pertencentes ao acervo do MNBA. A exposição destaca figuras históricas como Aqualtune, Anastácia, Maria Firmina dos Reis e Maria Felipa.
Dois dias depois, em 18 de setembro, às 11h, a Galeria Rodrigo Melo Franco de Andrade recebe a abertura de “O Futuro da Memória”. Sob a curadoria de Maria De Simone e Felipe Scovino, o projeto exibe cerca de 68 peças recentemente incorporadas ao acervo da instituição, abrangendo categorias como pinturas, desenhos, esculturas, fotografias e cerâmicas. A estrutura da mostra divide-se em quatro eixos temáticos: “Rostos: diversidade em questão”, “Êxtase e loucura”, “A cruz e a lança” e “Tradição em disputa”. Os núcleos debatem recortes de raça, gênero, território, identidade e diversidade religiosa, além de interconectar produções de distintas épocas.
O leque de criadores reunidos em “O Futuro da Memória” contempla nomes como Henrique Bernardelli, Di Cavalcanti, Eugênio Sigaud, Bené Fonteles, Rafa Bqueer, Djanira, Sergio Camargo, Edivan Alves, Anna Bella Geiger, José Joaquim da Rocha, Siron Franco, Moara Tupinambá, Ruben Valentim, Daniel Senise e Mario Cravo Neto, entre outros. O percurso também inclui uma escultura de Anish Kapoor e uma sala especial dedicada a trabalhos de Carlos Zílio recém-incorporados ao museu.
Ambas as exposições — “Abolicionistas Brasileiras” e “O Futuro da Memória” — funcionam de terça-feira a sábado, das 11h às 17h.
A programação paralela do MNBA traz ainda o projeto Música no Museu com a edição do XXI RioHarpFestival no dia 16, às 12h30, no Salão Nobre, contando com a performance do harpista argentino Walter Morato. No dia 18, a Galeria de Moldagens I tem sua reabertura oficial às 11h. Simultaneamente, a fachada principal do edifício, situada na Avenida Rio Branco, recebe uma ativação do projeto Inside Out, do fotógrafo francês JR, conectada à exposição “Frequências Urbanas: Diálogo coletivos”, em cartaz na Caixa Cultural do Rio de Janeiro.
Nas datas de 19 e 26 de setembro, sempre às 18h30, a Grande Galeria abriga o Ópera Aberta com a montagem de *Il combattimento di Tancredi e Clorinda*, obra de Claudio Monteverdi executada em conjunto com criações visuais da artista Siwaju. Já o Hall de Entrada recebe a execução de murais do Arua Summit pelos artistas Isabela Seifarth e Negromuro, entre os dias 16 e 26 de setembro.
O Museu Nacional de Belas Artes está situado na Avenida Rio Branco, 199, Centro, no Rio de Janeiro (RJ).
Fonte: gov.br / Instituto Brasileiro de Museus – Ibram
