Quebradeiras de coco compartilham conhecimentos sobre babaçu em encontro com pesquisadores
Representantes de associações de quebradeiras de coco e pesquisadores da Embrapa participam de capacitação voltada ao desenvolvimento de novos produtos alimentícios de alto valor agregado
Nos dias 2 e 3 de setembro, a Embrapa Agroindústria Tropical sediou um treinamento voltado ao processamento de derivados do babaçu, reunindo seis representantes de associações de quebradeiras de coco do Maranhão e pesquisadores da instituição. A iniciativa, que integra o projeto “Inovação e tecnologias de impacto social para a cadeia de valor do babaçu na Amazônia Maranhense”, visa transferir tecnologias de produção de bebida vegetal e de análogo de queijo à base de amêndoas, fortalecendo a autonomia econômica e a competitividade das agroindústrias comunitárias.

Financiada pela Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), a capacitação atende a uma demanda direta dos grupos extrativistas, motivada pela renovação de integrantes em suas unidades de processamento. O projeto é liderado pela pesquisadora Guilhermina Cayres, da Embrapa Maranhão. As instruções técnicas foram ministradas pelos pesquisadores Selene Benevides e Nedio Wurlitzer, responsáveis pelo desenvolvimento das formulações da bebida e do análogo de queijo, produtos que buscam ampliar a inserção comercial das comunidades em novos mercados.
A comitiva técnica da Embrapa Maranhão contou ainda com a participação do chefe de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), Joaquim Costa, da nutricionista e bolsista Amanda Bergmann, além de dois novos profissionais da área de Engenharia de Alimentos: a pesquisadora Ludmilla Oliveira e o analista Gabriel Cicalese. De acordo com Joaquim Costa, o encontro propiciou uma rica troca entre o saber científico e o conhecimento tradicional, uma vez que as quebradeiras de coco compartilharam suas práticas culturais durante o preparo dos alimentos. A interação também abriu caminho para futuras parcerias institucionais focadas no desenvolvimento de novos ativos para a cadeia produtiva.
O impacto socioeconômico da transição do extrativismo primário para a manufatura de produtos elaborados reflete-se diretamente na renda e na autoestima das famílias locais. Antônia Vieira, vice-presidente da Associação Clube de Mães Lar de Maria, de Itapecuru-Mirim (MA), relatou que o aprendizado prático corrige falhas de produções anteriores e qualifica a oferta de alimentos da agroindústria mantida pela entidade há 11 anos. Na mesma região, a Cooperativa Mista dos Agricultores do Vinagre, representada pela vice-presidente Vanessa Fonseca, já conta com cerca de 35 itens derivados do babaçu e aposta na diversificação do portfólio para agregar valor à matéria-prima e reduzir a dependência do esforço físico da quebra manual do coco.
Para obter mais informações sobre as tecnologias de processamento e as ações desenvolvidas no âmbito deste projeto, os interessados podem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) da Embrapa pelo endereço eletrônico www.embrapa.br/fale-conosco/sac/.
Fonte: Portal Embrapa
Site: embrapa.br
Matéria original: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/147169378/quebradeiras-de-coco-do-maranhao-e-pesquisadores-se-encontram-em-treinamento-sobre-babacu
